Barragens no Brasil

Parte 1: Mapa das barragens de hidrelétricas

Por Volt Data Lab | Novembro/2015

Clique nos pontos do mapa para interagir

Barragens no Brasil é um projeto do Volt Data Lab para mapear as barragens brasileiras e divulgar informações sobre elas. Esta é a primeira parte desse projeto, que continuará enquanto conseguirmos novas informações. Veja a segunda parte aqui.

Um tsunami de lama arrasou o distrito mineiro de Bento Rodrigues no dia 5 de novembro de 2015, deixando mortes, prejuízos, comoção nacional e preocupações ambientais após o rompimento de duas barragens em Mariana (MG).

O desespero e desamparo da população local pode ser visto nesta excelente reportagem da repórter Laura Capriglione, enviada especial dos Jornalistas Livres para a região.

Veja o que aconteceu com a barragem neste infográfico do El País

Para ter uma ideia da dimensão de pessoas afetadas e de áreas alagadas por conta da construção de barragens no Brasil, o Volt Data Lab mapeou as principais barragens de represas do setor elétrico no Brasil, de acordo com dados do Observatório Sócio-Ambiental da Barragens (OSAB), ligado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Ao todo, o OSAB contabiliza 71 barragens do tipo, a maioria no Estado de Minas Gerais, mas também muito presente em Mato Grosso, Pará e São Paulo.

Barragens de hidrelétricas por Estado, segundo Observatório Sócio-Ambiental da Barragens

gráfico por Estado/Barragens

As barragens às vezes abrangem mais de um Estado. Nesse caso, foi considerado apenas o Estado principal apontado pelo OSAB, aquele comporta a maior parte da inundação.

A região Sudeste conta com o maior número de barragens para usinas hidrelétricas (20).

O trabalho do OSAB é sólido e confiável, especialmente com todas as fontes utilizadas para a pesquisa. O Volt, todavia, faz três ressalvas para os dados compilados do site da entidade:

1. os dados compilados pelo observatório dizem respeito a empreendimentos de energia elétrica, não de mineração (como foi o caso em Mariana);

2. o site aparentemente não é atualizado há mais de um ano, desde outubro de 2014, de acordo com dados do Internet Archive;

3. alguns parâmetros e dados não foram apresentados de maneira uniforme no banco de dados da UFRJ, e, para assumir um padrão de apresentação, o Volt se reservou o direito de arredondar valores, datas ou até mesmo suprimir certos dados, como valores desatualizados de custo de obras.

Contatada pelo Volt por email e por telefone, a iniciativa da UFRJ não quis fornecer dados tabelados dessa pesquisa, e o Volt recorreu então à técnica de “raspagem” de dados do site do observatório, o que pode gerar alguns problemas de formatação (se você notar alguma incorreção, mande um email para nós clicando aqui).

Você pode acessar os dados de barragens tabelados (.csv) pelo Volt a partir das informações do repositório do Observatório Sócio-Ambiental de Barragens. Essa tabela foi utilizada como base para gerar o mapa, feito através do Leaflet.js com basemap do Mapbox.

O Movimento dos Afetados por Barragens (MAB) lançou o “Boletim Mariana” para relatar o que tem acontecido na região afetada de Minas Gerais. Na parte da imprensa independente, você pode se informar com a tocante reportagem "Tsunami de Lama", de Laura Capriglione (Jornalistas Livres).

Os códigos utilizados neste projeto estão disponíveis para download aqui, na página do Volt Data Lab no GitHub.

Para entrar em contato, envie um e-mail para a gente:     info [a] voltdata.info

Feito por Volt Data Lab em novembro de 2015.